FAQ Perguntas e Respostas

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É o mesmo que congelamento de óvulos, vitrificação é o nome da técnica utilizada para preservar os óvulos durante o período que eles permanecerem congelados.

As indicações principais para congelamento de óvulos é no diagnostico de câncer em mulheres de idade reprodutiva que irão passar por tratamentos como quimioterapia e/ou radioterapia na região pélvica que são potencialmente prejudiciais á capacidade reprodutiva e que queiram preservar a fertilidade. Nestes casos, a retirada dos óvulos para o congelamento deve ser realizada antes do início do tratamento, sempre com o acompanhamento do oncologista. Também podem congelar óvulos pacientes que serão submetidas a cirurgias em que será retirada parte do tecido ovariano, como por exemplo, cirurgias de endometriose, retirada de um ou dos dois ovários, retirada de tumores benignos e cistos também podem congelar seus óvulos, pois tais cirurgias podem afetar a reserva ovariana substancialmente. Pacientes com histórico de menopausa precoce na família e que desejam engravidar devem procurar um especialista em reprodução humana para avaliação da reserva ovariana fazer um planejamento familiar. Sabemos que a fertilidade das mulheres começa a diminuir partir dos 32 anos, muitas adiam a gravidez por causa da profissão, da busca por um parceiro ou por outras questões pessoais, porém ainda assim, pretendem ter filhos no futuro, mas não sabem quando será o melhor momento, estas mulheres talvez se beneficiem desta técnica.


A paciente deve passar em consulta com um especialista em reprodução humana assistida, que será o mesmo que irá acompanhar todo o tratamento até a coleta dos óvulos. O tratamento dura ao todo de 12 a 14 dias, com uso de injeções subcutâneas de hormônio específicos para estimular os ovários a produzirem mais folículos e consequentemente mais óvulos. A paciente deve comparecer na clínica para controles por ultrassonografia 4 ou 5 vezes para acompanhar o estímulo ovariano, em visitas que podem durar de 30 a 45 minutos. Ao final do estímulo (aproximadamente no 10 ° dia de medicação) será agendada a coleta dos óvulos para ser realizada 2 dias após, com anestesia e dura aproximadamente 30 minutos.Neste dia a paciente deve ir de jejum e a permanência na clínica é de aproximadamente 2 horas.



Não engordam. O que pode acontecer é um aumento da retenção de líquido no final do estímulo associado ao aumento do volume dos ovários. Os ovários aumentam de tamanho, causando inchaço, desconforto e sensação de peso na região. Algumas pacientes desenvolvem a síndrome do hiperestímulo ovariano, nestas, o inchaço é bem mais pronunciado e acompanhado de outros sintomas como distensão abdominal e dor intensa, mas o quadro se resolve sozinho após a menstruação, os ovários voltam ao normal, assim como o inchaço também desaparece.

É importante que o médico que estiver acompanhando a paciente detecte se ela tem tendência a desenvolver a síndrome e tome providências a respeito, como orientar a reconhecer os sinais e sintomas, ser acessível e utilizar medicações específicas que impeçam a instalação do quadro.



As mulheres com idade reprodutiva recrutam todos os meses centenas de óvulos (aproximadamente 1000 óvulos!!!!) para apenas 1 chegar a ovular. O medicamento faz com mais alguns desses óvulos que seriam descartados sejam aproveitados.


Não há como garantir uma gravidez, mas estudos apontam que o número de 12 a 20 óvulos de seria o adequado.


No Brasil não há ainda uma lei para isso, mas sabe-se que quanto mais jovem for a paciente, melhor é o resultado de gravidez.


Não, os óvulos não envelhecem, eles mantém a mesma idade e a qualidade mantidas da época em que foram congelados. Se a paciente congelou os óvulos com 30 anos e os utilizar 10 ou 20 anos após, estará tendo o mesmo potencial de gravidez que tinha com trinta anos em relação ao óvulo.


No Brasil a idade máxima para realização de técnicas de reprodução humana assistida é de 50 anos.


Sim, os óvulos congelados só podem ser fecundados posteriormente com técnicas de fertilização in vitro, ou seja, a produção dos embriões será no laboratório. Os óvulos são aquecidos e avaliados, são produzidos os embriões com o sêmen do parceiro e após 3 a 5 dias os embriões de boa qualidade são transferidos para o interior do útero da paciente.


O procedimento de transferência embrionária é indolor e muito rápido, o preparo do endométrio para receber os embriões dura aproximadamente 14 dias e não é necessário o uso de hormônios injetáveis. O teste de gravidez é realizado 10 a 12 dias após a transferência. Os remédios para estimular a ovulação engordam? Não engordam. O que pode acontecer é um aumento da retenção de líquido no final do estímulo associado ao aumento do volume dos ovários. Os ovários aumentam de tamanho, causando inchaço, desconforto e sensação de peso na região. Algumas pacientes desenvolvem a síndrome do hiperestímulo ovariano, nestas, o inchaço é bem mais pronunciado e acompanhado de outros sintomas como distensão abdominal e dor intensa, mas o quadro se resolve sozinho após a menstruação, os ovários voltam ao normal, assim como o inchaço também desaparece.



Blastocisto é o nome que se dá a embriões no quinto dia após a fertilização dos óvulos, este embrião tem mais de 100 células e tem maior capacidade de implantação que os embriões no terceiro dia de desenvolvimento, com apenas 8 células. Durante o desenvolvimento embrionário há uma seleção natural importante, aproximadamente metade dos embriões que estão se desenvolvendo e chegam ao terceiro dia não alcançam o estágio de blastocisto. A vantagem de manter os embriões em cultivo até este estágio são as evidências de melhora nas taxas de implantação e das taxas de gravidez; além de blastocistos serem considerados embriões bons, o quinto dia após a fertilização é mais próximo da janela de implantação fisiológica. Outra melhoria importante para que pudéssemos transferir blastocistos rotineiramente foi o domínio da técnica de vitrificação, possibilitando o congelamento e descongelamento com as perdas mínimas.



No casal que não consegue engravidar e a mulher tem ovários policísticos geralmente  existe um fator ovulatório, ou seja, não há ovulação regular e portanto a menstruação fica irregular também. Existe tratamento, mas o mais importante é fazer o diagnóstico correto do casal, tanto a mulher quanto o homem devem ser investigados, para o que o tratamento proposto seja o certo para vocês, dessa maneira economiza-se tempo e dinheiro.


A infertilidade é sempre conjugal, ou seja, do casal. Se um casal está tentando engravidar, sem utilizar nenhum método anticoncepcional, tendo relações sexuais em torno de 2-3 veze por semana por um ano sem sucesso, este casal pode ser considerado infértil de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e deve procurar ajuda médica especializada. Para casais que a mulher tem mais de 35 anos, este período de tentativas antes de procurar o especialista pode ser reduzido a 6 meses.


As taxas de implantação e gravidez começam a diminuir gradativamente a partir dos 35 anos. O envelhecimento dos óvulos associado ao processo contínuo de atresia folicular, juntamente com surgimento de possíveis doenças ginecológicas como endometriose, pólipos, miomas; e até de doenças sistêmicas como hipertensão arterial, diabetes mellitus, hipotireoidismo e obesidade podem reduzir as taxas de gravidez. O estilo de vida como tabagismo,má nutrição, uso de álcool e drogas e sedentarismo podem interferir na fertilidade da mulher à medida que os anos vão se acumulando.  O avançar da idade também carrega consigo um aumento de risco de abortamento.

Fase folicular: fase de recrutamento, seleção e dominância folicular, a queda de estrogênio do ciclo anterior faz com que a hipófise aumente a secreção de FSH. O FSH tem como função fazer com que as células dos folículos ovarianos se desenvolvam e produzam estradiol, aumentando a produção de forma progressiva de acordo com o desenvolvimento do folículo. Quando o estradiol atinge um limite, a hipófise para a liberação de FSH e começa a liberar LH, que é o hormônio luteinizante, terminando assim a fase folicular. Ovulação: a ovulação acontece dentro de 36 horas após o pico de LH, o folículo dominante rompe liberando o óvulo. Fase lútea: após a ovulação, o folículo, já sem o óvulo, se transforma em corpo lúteo, nesta fase o corpo lúteo produz mais progesterona que estradiol. A atividade do corpo lúteo dura aproximadamente 14 dias e cessa de 48 a 72 horas antes da menstruação, diminuindo assim o nível de estradiol e progesterona no sangue e dando inicio a uma nova fase folicular de um novo ciclo.


Os sintomas da hiperprolactinemia são: alterações no ciclo menstrual, ausência de menstruação, infertilidade, galactorréia (saída de leite pelas mamas), cefaléia e alterações visuais. Pode estar ligado ao diagnóstico de hipotireoidismo. O diagnóstico é feito pela dosagem aumentada de prolactina, com valores acima de aproximadamente 25 ng/dl pela maioria dos laboratórios. A prolactina é um dos hormônios liberados pela hipófise e sua presença em níveis muito altos (acima de 100ng/dl) pode significar um prolactinoma, ou seja, um tumor produtor de prolactina, e nesses casos deve-se realizar uma investigação mais direcionada com ressonância magnética e acompanhamento específico.


A tireóide é uma glândula que fica na região do pescoço, tem forma de borboleta, e responde ao hormônio hipofisário TRH produzindo T3 e T4. Os efeitos reprodutivos das doenças da tireóide são amenorréia (ausência de menstruação) e abortos recorrentes. A importância de dosar TSH e anticorpos anti-tireóide para os casais inférteis é devido aos efeitos do hipotireoidismo sobre os hormônios relacionados à reprodução, como por exemplo, com a diminuição da proteína produzida pelo fígado SBGH (globulina ligadora de hormônios sexuais), levando a diminuição do estradiol total e aumento das porções não ligadas de testosterona e estradiol. Assim diminui a depuração metabólica de estrona e androstenediona, e estas alterações podem mudar a harmonia do eixo hormonal hipófise-ovários. Além disso, a hiperprolactinemia é um achado característico do hipotireoidismo. Todas essas mudanças de apresentam como alteração do ciclo menstrual, podem levar a ausência de ovulação. Mulheres com hipotireidismo leve podem continuar ovulando normalmente e até manter uma gestação, mas todas as pacientes inférteis devem ser pesquisadas para esta patologia. A administração de medicamento (tiroxina) geralmente restaura a função ovulatória e as alterações hormonais. A doença auto-imune da tireóide pode afetar a fertilidade e a gravidez das mulheres. Caracteriza-se pela presença de anticorpos anti tireóide que são os anti corpos anti-tireoglobulina e anti-peroxidase. As mulheres que serão submetidas a tratamentos de reprodução humana assistida por fertilização in vitro devem ser acompanhadas. O tratamento das alterações pode reduzir a taxa de abortos de forma eficaz.


 Hipotireoidismo: funcionamento da glândula é diminuido, causando cansaço, pele seca, grossa e fria, letargia, edema palpebral, intolerância ao frio, aumento do tamanho da língua, perda de cabelo, perda de memória e intestino preso. Hipertireoidismo: a pessoa fica agitada, com irritabilidade, fadiga, pele úmida, intolerância ao calor, tremores, unhas ficam fracas, perda de peso, taquicardia, diarréia e hiperatividade. Tireoidite pós parto: Durante a gestação há diminuição da atividade do sistema imunológico, enquanto que nos 3 a 12 meses pós parto o sistema imune volta a funcionar com um efeito rebote que pode ser em excesso, o que facilita a ativação ou reativação de uma tireoidite auto imune que ficou clinicamente silente durante a gravidez. Esta relacionada a presença de anti corpos anti peroxidase (anti-TPO), durante a gravidez esses anti-corpos diminuem e após o parto aumentam com capacidade de atacar e destruir células da tireóide. Pode acometer até 16 % das gestações (média de 4 a 7,2%), sendo a incidência 3 vezes maior em pacientes com diabetes melito tipo 1. A taxa de recorrência é alta, sendo que 70% desenvolvem novamente na gestação seguinte. Mulheres com anticorpo anti-TPO positivo que não desenvolveram a doença na primeira gestação têm 25% de chance de desenvolvê-la em uma segunda gestação.


 A obesidade influencia negativamente na fertilidade devido a: • A gordura tem a capacidade de converter hormônios andrógenos em estrógenos, causando hiperestrogenismo o que leva a paciente obesa a ter ciclos anovulatórios e irregularidades menstruais. • As pacientes desenvolvem resistência a insulina com conseqüente hiperandrogenismo ovariano e supra-renal e diminuição da SHBG, que por sua vez causa mais hiperestrogenismo. • Resistência a leptina, não se ativa o gene Kiss 1, não ativando a kispeptina, e consequentemente inativando a liberação pulsátil do hormônio hipotalâmico GnRH, necessário para ativar a secreção de FSH e LH, causando anovulação e alterações menstruais.

 A redução da fertilidade com o avançar da idade está relacionada a diminuição da reserva ovariana. As mulheres já nascem com todos os óvulos que disponibilizarão por toda vida. Na vigésima semana de vida intra-uterina os fetos femininos possuem aproximadamente sete milhões de óvulos, mas a partir do quinto mês de gestação a produção é encerrada, e mesmo antes do nascimento os óvulos já começam a serem “gastos”. No início da puberdade as mulheres possuem em torno de 400 mil folículos ovarianos, em cada folículo há um óvulo, e a cada ciclo são gastos 300 a 400 folículos para que apenas um seja expelido. Mesmo durante a gestação e no uso de anticoncepcionais, não paramos de recrutar óvulos mensalmente, porém, nessas situações, não chegam à maturidade.

A redução da fertilidade com o avançar da idade está relacionada a diminuição da reserva ovariana. As mulheres já nascem com todos os óvulos que disponibilizarão por toda vida. Na vigésima semana de vida intra-uterina os fetos femininos possuem aproximadamente sete milhões de óvulos, mas a partir do quinto mês de gestação a produção é encerrada, e mesmo antes do nascimento os óvulos já começam a serem “gastos”. No início da puberdade as mulheres possuem em torno de 400 mil folículos ovarianos, em cada folículo há um óvulo, e a cada ciclo são gastos 300 a 400 folículos para que apenas um seja expelido. Mesmo durante a gestação e no uso de anticoncepcionais, não paramos de recrutar óvulos mensalmente, porém, nessas situações, não chegam à maturidade. As taxas de implantação e gravidez começam a diminuir gradativamente a partir dos 35 anos. O envelhecimento dos óvulos associado ao surgimento de possíveis doenças ginecológicas como endometriose, pólipos, miomas; e até de doenças sistêmicas como hipertensão arterial, diabetes mellitus, hipotireoidismo e obesidade podem reduzir as taxas de gravidez. Até o estilo de vida como tabagismo, principalmente, má alimentação, uso de álcool e drogas e sedentarismo podem interferir na fertilidade da mulher à medida que os anos vão se acumulando.

Mito!
A taxa de sucesso da FIV pode variar de acordo com diversos fatores, sendo a idade da mulher o mais importante deles quando utiliza seus próprios óvulos. A partir dos 35 anos a taxa de sucesso de FIV começa a declinar, por causa da diminuição da chance de gravidez e do aumento da taxa de aborto, especialmente após os 40 anos.

A taxa de sucesso também varia de acordo com o número de embriões transferidos, embora a taxa de nascidos vivos ao transferirmos um embrião de cada vez não diminua, ao transferirmos mais de um embrião pode aumentar a taxa de gestação múltipla e seus riscos associados. O impacto do número de embriões transferidos também varia com a idade da mulher. Portanto, não importa se foi na primeira ou na segunda ou na terceira vez que a gestação aconteceu, a probabilidade não aumenta de acordo com a ordem de tentativa, o que acontece é que aumenta a taxa de gestação acumulativa, que pode chegar a 75% em três transferências de bons embriões.

Mito!

Antigamente a taxa de gestação gemelar era realmente muito alta quando as pacientes eram submetidas a tratamentos de reprodução humana assistida. Hoje isso mudou muito, as gestações múltiplas são consideradas uma complicação do tratamento, há um esforço mundial para reduzir a quantidade de gestações múltiplas resultantes de tratamentos.
Nas fertilizações in vitro a solução seria transferir um embrião por vez e congelar os restantes e nas inseminações intra-uterinas o melhor seria cancelar os ciclos com 4 ou mais folículos maiores.

Mito!

As mulheres já nascem com todos os folículos que irão ovular, a cada ovulação centenas de folículos são recrutados para que apenas um deles cresça e chegue a romper de fato liberando o óvulo. O estímulo ovariano controlado apenas recupera os folículos que seriam desperdiçados naquele ciclo. Mulheres que se submetem a tratamentos de reprodução humana não desperdiçam seus folículos nem terão menopausa mais cedo.